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sábado, 25 de abril de 2015

Centro Esportivo Virtual no Blog do Cruz!

Camaradas,

Começamos o sábado com o CEV ganhando um espaço de reconhecimento e divulgação no Blog do Cruz!

Eu e a Bia temos feito um trabalho de manutenção no CEV em parceria com o Laercio e o portal tem ganhado atualizações constantes na biblioteca das teses e dissertações, assim como no calendário de eventos das Ciências do Esporte.

Vale a pena dar uma conferida nos dados que o Cruz apresenta na matéria e depois passar lá pelo CEV (www.cev.org.br) para navegar e acompanhar a discussão que rola nas comunidades!

Abraço,

Bom final de semana,

Silvan

sexta-feira, 24 de abril de 2015

LaboMídia estreitando suas conexões com as Gerais: Dessa vez com a UFJF!

Olá pessoal, boa noite.
Pego carona na última postagem do Silvan e venho também socializar um bate-papo que tivemos com uma companheira nossa do LaboMídia aqui na Universidade Federal de Juiz de Fora.
No dia de ontem, 24/04, aconteceu um encontro do EDUCCO, Grupo de Estudos e Pesquisas Educação Cultura e Comunicação, ligado ao Programa de Pós-Graduação em Educação da UFJF. O EDUCCO é voltado para estudos e pesquisas que articulam os campos da Educação e Comunicação, enfatizando os aspectos culturais e sociais que os atravessam, se aproximando assim das discussões que realizamos no LaboMídia. Ele é coordenado pela professora Eliane Borges. 
Como convidada contamos com a presença, mediada por Skype, da nossa companheira Paulinha Bianchi. Durante nosso bate-papo Bianchi falou um pouquinho da mídia-educação, das políticas públicas voltadas para esse campo de estudo e pesquisa, e da necessidade de "militarmos" em prol de uma educação para, com e através das mídias. No final da nossa conversa ela destacou algumas diferenças entre a mídia-educação e a educomunicação.
Agradeço em nome do EDUCCO, e particularmente fico muito feliz por essa aproximação. Tenho um carinho especial pelo LaboMídia que me acolheu e continua me acolhendo tão bem. Sou muito grato por participar do Labo, grato especialmente ao Diego Mendes. Espero que mais dias como esse possam se dar, e claro, com mais convidados!
Abaixo socializo o link do EDUCCO para quem tiver interesse em conhecer um pouquinho mais do grupo.
Seguimos na luta! Abraços

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Roda de conversa com o Valter Bracht na UFPR!

Opa camaradas,

  Volto para dar a notícia e tentar sintetizar um bate-papo (in)formal que rolou com o Valter Bracht aqui na UFPR hoje ao meio-dia. Um horário um tanto quanto ingrato, mas foi o que deu para fazer para aproveitar a vinda de pesquisadores da linha sociocultural/pedagógica da Educação Física (assim como o Valter), que estão aqui na universidade para um fórum (para saber mais) de discussão acerca das condições de entrada, produção e manutenção dessa linha na pós-graduação da área. Uma iniciativa do GEPLEC (Grupo de estudos e pesquisas em lazer, esporte e cidade), coordenado pela professora/presidenta do CBCE, Simone Rechia, que vale ressaltar o esforço de todo o grupo para organizar e promover esses espaços de discussão que são sempre válidos, sobretudo pelo envolvimento de estudantes da graduação nessa empreitada.




  O professor Valter fez uma fala inicial se concentrando em abordar três questões tidas como problemáticas acerca da formação profissional dos professores de Educação Física. A fala dele foi direcionada, principalmente, para o assunto sobre o qual ele se debruça nos seus estudos e pesquisas há alguns anos, que é a Educação Física como espaço de intervenção pedagógica.

  Primeiro Valter Bracht apresentou o problema do reconhecimento social como questão nevrálgica da formação e atuação dos professores de Educação Física no Brasil e em alguns outros lugares do mundo hoje. Referenciado nas indicações de Axel Honneth sobre os fatores do reconhecimento social, Bracht problematizou a situação que se distingue dentro da Educação Física escolar - mas não só nela, vislumbrando o magistério como um todo - estabelecendo um paralelo comparativo entre professores em desinvestimento e aqueles que buscam a inovação pedagógica. De acordo com pesquisas que o grupo dele e outros estão desenvolvendo, os fatores que tem levado os professores à desinvestir (em alguns casos abandonar) ou inovar pedagogicamente na Educação Física são marcados, principalmente, por questões históricas da Educação brasileira como um todo e outras específicas da área, assim como baixo investimento, infraestrutura precária, baixos pisos salariais, entre outras. Pelo lado do desinvestimento, este encontrado em maior escala, muito se culpa o menosprezo da instituição escolar com relação à disciplina e ao professor de Educação Física, denegando-se o reconhecimento da sua importância como componente curricular da educação básica. Pelo outro lado, da inovação, este muito mais raro, o discurso é de resistência e luta cotidiana pelo reconhecimento. Diante disso, Valter aponta que temos, na verdade, um problema de legitimidade dos argumentos que nos mantem vivos no campo escolar. Argumentos que girem em torno não só de elementos morais de respeito e redistribuição de renda, mas também de conhecimentos no campo do direito social á Educação Física na escola. A partir de tal entendimento, Valter considera que precisamos de argumentos que levem à uma luta por reconhecimento que sigam para além de questões salariais, que alcancem também dimensões afetivas e morais do professor de Educação Física na escola.


  Em segundo lugar, Valter procurou problematizar até que ponto a pós-graduação da Educação Física ajuda pedagogicamente na formação de professores. Ao partir do pressuposto das missões que a Capes, instituição do MEC responsável pela pós-graduação no Brasil, assumiu no decorrer da sua trajetória, Bracht já consegue um forte argumento para indicar onde podemos encontrar uma possível causa para o problema. A Capes, inicialmente, como sua denominação pressupõe, tinha como missão principal a "Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal do Ensino Superior", porém, com o passar dos anos, ela absorveu e acabou concentrando esforços na missão de gerenciar e fomentar a produção científica do Brasil, o que de certa forma acabou negligenciando alguns princípios da missão primária. Outro argumento usado por Bracht para tal questão foi a perspectiva disciplinar sobre a qual se organizou a pós-graduação em Educação Física. Novamente citando questões históricas da área, assim como a influência inicial das ciências biológicas, a subdivisão da Educação Física em sub-áreas de pesquisa dentro da pós-graduação, conformando laboratórios excessivamente especializados e que pouco dialogam entre si, provocou o distanciamento das problemáticas da Educação Física como área de intervenção social. Assim, o que percebe-se hoje é a área pedagógica a caminho da extinção dentro da pós-graduação da Educação Física, o que traz como consequência o perene afastamento entre teoria e prática, deixando nas mãos dos imaturos estudantes de graduação o papel intelectual de aproximar e entrelaçar as diferentes problemáticas que são objeto de investigação e intervenção da área.

  Em terceiro lugar, mas não menos importante, Valter pondera algumas questões sobre o ensino privado com vistas à formação profissional da Educação Física no país. Bracht parte da desproporcionalidade que existe entre instituições públicas e privadas no que se refere aos cursos de formação de professores da área. Respectivamente, são mais ou menos 30% das primeiras para 70% das segundas. A questão para Bracht, se precavendo de qualquer tipo de preconceito com as instituições privadas, é que nesses espaços de formação profissional a centralidade acaba ficando nas tendências do mercado de trabalho. De tal modo, a formação é direcionada, fragmentada e se torna utilitária, instrumental. Sob esse ponto de vista, segundo Bracht, é preciso entender que a lógica de mercado não necessariamente é a mais indicada para uma perspectiva pedagógica e educacional que se preocupa com a formação crítica e emancipatória nas dimensões sociocultural e humana. Assim, resta-nos a esperança nas instituições públicas de ensino e formação, pois é nelas onde ainda há espaço para a resistência e a subversão, fugindo das lógicas de mercado. A partir disso, Valter Bracht conclui que é preciso lutar por uma equação que balanceie a formação de professores entre o mercado e os princípios pedagógicas de emancipação e superação.

  Ufa... difícil sintetizar o que uma referência importante fala por alguns minutos, tudo acaba sendo muito importante para a reflexão.

  Nas perguntas que consegui acompanhar o Valter falou também sobre os mestrados profissionais, que a priori acabaram sendo renegados pelos "semideuses" do mundo acadêmico, mas que para ele são uma boa esperança para a formação continuada voltada para o campo de intervenção. O professor ressalta que o grande equívoco está em acreditar que as cabeças pensantes são as da universidade e a mão-de-obra trabalhadora é aquela que tá na escola. Na verdade, para Bracht, os mestrados profissionais devem ter como eixo norteador a pesquisa-ação, em que pesquisadores e professores, ambos teóricos da educação, estejam no mesmo patamar de reflexão e intervenção.

  Por fim, mesmo sabendo que não é um tema pelo qual o professor Valter se interessa e pesquisa, não pude deixar passar a oportunidade de perguntar qual a posição do professor sobre a relação da Educação Física, desde a formação até a intervenção, com as tecnologias e a cultura digital. Ele, de início, já demarcou a sua pouca afinidade com as tecnologias lembrando que outra vez já lhe presentearam com um celular de brinquedo para ver se conseguiam fazer com que ele se familiarizasse com a máquina (rsrs). Valter lembrou de dois exemplos práticos da sua trajetória para falar sobre o assunto. Um foi uma única turma que ele e um gurpo de professores se propuseram formar através de um curso de educação a distância desenvolvido na Federal do Espírito Santo. O outro foi um seminário que alunos da graduação apresentaram em sua disciplina com um power-point cheio de luzes e efeitos, mas que do ponto de vista do conteúdo era um verdadeiro desastre. Para ele, o que fica dessas duas experiências é que a tecnologia e a cultura digital é ambígua, tendo um importante papel social, sobretudo, de acesso à informação, mas que deve ser tratada com muito cuidado pelo risco do fetiche de consumo e apropriação que elas tendem a despertar. Além disso, para o professor, mesmo que os suportes tecnológicos propiciem uma educação a distância conforme a experiência que eles tiveram, essas ferramentas ainda não conseguem dar conta do "olho no olho" que a formação cultural e humana de professores exige.

Enfim... por enquanto é isso. Coisas demais para pensar e refletir por um bom tempo.

Vou tentar pegar a gravação da roda de conversa que o pessoal do GEPLEC estava fazendo lá no auditório.

Abraço


Silvan Menezes



sexta-feira, 27 de março de 2015

Mais um! Mais um! Salve Leandro!

Hoje, seguindo ritual acadêmico, tivemos a apresentação de mais uma dissertação de mestrado de integrante do LaboMidia. O Leandro Bianchini defendeu seu trabalho: Movimento Renovador na Educação Física e Currículo: formação docente e consciência crítica, junto ao PPGEF/UFSC, área de Teoria e Prática na Educação Física.
A banca foi constituída pelos professores Silvia C.Madrid Finck (UEPG), Santiago Pich (CED/UFSC) e Julio Cesar S. Rocha (DEF/UFSC), tendo como suplentes a professora Maria Cecilia Gunther (UFSM) e Francisco Medeiros (DEF/UFSC). Todos eles colaboraram com o trabalho desde a qualificação e, por isso, agradeço-lhes muito, na condição de orientador do Leandro.
Em breve, o estudo estará disponível na pagina do LaboMidia.
É isso, mais um mestre "fresco"! Parabéns, Leandro.

domingo, 8 de março de 2015

Grupo RBS defende: "Contra as drogas, pela legalização da maconha"

Para aqueles que conhecem o viés conservador do Grupo RBS (parceiros da Globo no RS e SC), foi surpreendente a posição assumida em editorial publicado em seus (muitos) veículos de mídia impressa e digital nesse domingo. No bojo de uma (boa) matéria sobre a questão , o grupo assume posição favorável à legalização da maconha no país (http://www.clicrbs.com.br/sites/swf/zh_maconha/editorial.html), dois anos depois de ter criticado o movimento histórico feito no Uruguai, pelo presidente Mujica.
Pelo histórico do grupo, não dá para se precipitar e acreditar em tudo, mas é preciso reconhecer que há nesse posicionamento algo de realista, de coerente, de abertura para as evidências da sociedade contemporânea. Talvez um pouco extemporâneo, porque a principal mazela, que dizima cada vez mais usuários e suas famílias, é o crack.
De todo o modo, romper a visão ideologizada contra a maconha, cuja proibição no Brasil foi mera reprodução da legislação norteamericana da metade do século passado, merece nossa atenção.
Observemos, pois!

quinta-feira, 5 de março de 2015

Sniper Americano!

Com o reinício do ano letivo aqui pelas bandas de Curitiba, na UFPR, voltam também os planos e metas anuais a serem colocados em prática e, de preferência, cumpridos. Este que inicio aqui é um desses que me prometi e vou tentar cumprir. Escrever um breve texto informal refletindo questões sobre os filmes que costumo assistir semanalmente na tela do acanhado cinema da antiga estação ferroviária de Curitiba, hoje Shopping Estação.

Lá vai o primeiro! Espero eu, o primeiro de muitos!

Ontem saí de casa para assistir o tão falado, requisitado e indicado ao Oscar em seis categorias, sendo vencedor em uma (Melhor Edição de Som), Sniper Americano. O filme é uma adaptação cinematográfica baseada na autobiografia, American Sniper: The Autobiography of the Most Lethal Sniper in U.S. Military History, do atirador de elite americano, Chris Kyle.



A produção é mais uma hollywoodiana da Warner Bros com todas as características dos tradicionais filmes de ação e guerra que já se viu nas telas de cinema. O incremento de ser baseado em fatos reais (contados por Chris na sua autobiografia) traz uma carga emocional que prende o espectador de maneira tensa às mais de 2 horas do filme, do mesmo modo que "A hora mais escura", também indicado ao Oscar no ano anterior e que segue a mesma linha desse de 2015.

Entretanto, além de ser um bom filme mesmo sendo mais um chavão hollywoodiano, há três pontos que queria colocar em reflexão para os que já assistiram e aos que ainda vão assistir:

1º - O patriotismo heróico do norte americano: o enredo do filme reproduz de ponta a ponta o tradicional discurso patriótico que permeia os filmes de ação e guerra dos ianques. Ao ver as cenas de terror de 11 de setembro de 2001, Chris Kyle, que até então vivia o sonho de caubói no Texas com o irmão mais novo, é tocado pela tragédia de Nova Iorque e decide, de imediato, se alistar para os fuzileiros navais da marinha. Por ser um bom atirador, criado para caçar animais no Texas, Chris entra para o time de sniper´s e vai para o Iraque lutar contra Bin Laden e a Al Qaeda. Após alguns turnos em guerra, absorvendo o discurso de acabar com o Terror e com aqueles que querem, simplesmente, matar os americanos, sem nem mesmo refletir sobre quais as reais justificativas que os levavam até aquele território que possui outra cultura, outra doutrina religiosa e outras crenças, Kyle passa a ser reconhecido entre os colegas militares e em todo os EUA como A Lenda, por ser responsável por mais de 150 mortes (entre eles, homens, mulheres e crianças), sendo oficialmente condecorado como o atirador mais eficiente da história militar americana. Diante disso, nos perguntemos até onde vai a reprodução desse discurso patriótico dos norte americanos nos seus filmes, apoiando o extermínio de milhares de pessoas no oriente médio há mais de 10 anos? Um discurso político e ideológico de sangue frio, mas que, nas entrelinhas do enredo do filme, demonstra o quão impactante essa prática bélica é para o psicológico e para a reinserção social dos militares combatentes que voltam para o seu país. Coisas que normalmente pouco se fala.

2º - Onde fica o humanismo dessa história?: pela trama do filme, enquanto se preparava no curso dos Seal´s (fuzileiros navais), Kyle conhece uma bela moça que mais a frente virá a ser a sua esposa e mãe dos seus filhos. É Taya Kyle, a coadjuvante do filme que sofre durante as idas e vindas da Lenda pelos quatro turnos, mais de 1000 dias, que ele combateu no território iraquiano. Ela é a responsável por tensionar a frieza sanguinária com o calor humano desprendido de Chris Kyle que ficou pelo meio do caminho na obsessão pela salvação dos colegas combatentes. Os instantes que Taya aparece em cena é sempre para apelar pelos valores da família, como o amor, o afeto, a paternidade, o matrimônio, entre outros, que o sniper abdica sem pensar pelos princípios patrióticos de lutar até o fim. O chamado da sua esposa para retornar ao seu estado humano é colocado a todo momento em contraponto ao pensamento e movimento mecânico de exterminar com os terroristas, apertando, quantas vezes fosse preciso, o gatilho do potente rifle. Nem mesmo o nascimento do seu filho e da sua filha entre um turno e outro de guerra esfriou com os brios do militar. Entretanto, já após a primeira volta para casa, Kyle demonstrava perturbações psicológicas com as marcas e lembranças permanentes que os casos e acasos de guerra tinham lhe deixado, sobretudo, o fato de ter que matar uma mulher e uma criança muçulmanas por serem uma ameaça ao exército americano. Assim, esperemos quando virá a tona a discussão sobre o fator humanitário que circunda tanto aqueles que são atacados, os muçulmanos, como aqueles que atacam, os militares que são mandados para a guerra e voltam mutilados ou afetados psicologicamente?

3º - Onde estão os reais inimigos do terror e da guerra: apesar do filme não ter esse objetivo, o fato é que, assim como no noticiário sobre o assunto, ele nem sequer pondera, em momento algum, quem são os verdadeiros inimigos/culpados e quais os interesses reais pelo terror e pela guerra do Iraque. Quando retrata o sentimento patriótico que toma os combatentes que vão ao oriente médio guerrear, assim como quando problematiza a dimensão humanitária que cerceia os mesmos, o enredo do filme obscurece possíveis ponderações e problematizações acerca dos interesses e dos personagens que compõem essa história da guerra contra o terror no Iraque e em todo o oriente médio. Seria esse um bom momento para incluir questões como essas na trama, pois parece que os atentados e a polêmica insurgente há alguns meses em Paris já foi jogada para debaixo dos tapetes e colocada na pauta secreta de ataque da União Européia e da ONU. No fim, após sobreviver a riscos e tiros nos quatro turnos de combate que enfrentou, Kyle supera os distúrbios psicóticos de ser A Lenda militar americana ajudando veteranos de guerra nos EUA. Porém, após batalhar e matar tantos pelos seus pares de pátria, ele acaba morto tragicamente por um deles em uma das suas saídas solidárias cotidianas. O sniper é velado e enterrado com pompa de herói pelos norte americanos. Destarte, pensemos: quem é o inimigo? O Terror muçulmano ou os próprios pares americanos que o vangloriou como herói por ter exterminado mais de 200 pessoas, segundo números extra oficiais?

São angústias de um estudante de pós-graduação em Educação Física que vem prezando na sua trajetória acadêmica e profissional por princípios humanitários antes de tudo. Podem até não ter sentido algum e serem devaneios ingênuos, mas são esforços de reflexão racional que tentam se desprender do encanto emocional e estético que a sétima arte provoca, principalmente quando expressada dentro da sala escura, sem a interferência dos mediadores tecnológicos que nos assombram a todo instante no dia a dia.

Pronto para o combate, mesmo que um tanto contraditório,

Abraço,

Até o próximo,

Silvan Menezes.

segunda-feira, 2 de março de 2015

NO AR: JORNAL LABOMÍDIA Nº 26

Boa tarde LaboMidiáticos!!!!!

É com muito prazer que anunciamos a mais nova edição do nosso Jornal LaboMídia. Neste número 26 temos algumas reflexões a respeito da situação da formação de professores (a partir de uma fala do professor Sávio Assis na 15ª SEMEF de Alagoinhas/BA) neste contexto de ápice dos eventos esportivos no Brasil e um pequeno relato sobre a oficina que o LaboMídia/UFS fez também na 15ª SEMEF em Alagoinhas/BA. Esta edição ainda traz eventos acadêmicos, além do "Se Liga!" e "De Olho".

Segue o link em que o número 26 está hospedado: http://www.labomidia.ufsc.br/Jornal/info26.pdf

Boa leitura!

Abração!

A40

domingo, 1 de março de 2015

" A história só se repete como farsa..."

Pois é, vendo mensagens e comentários de pessoas esclarecidas e bem informadas, em apoio (?) às manifestações de empresas de transporte e de alguns caminhoneiros autônomos (que isso fique bem claro!), fiquei pensando que a história pode nos ajudar a compreender este momento.
Em 1971, o governo socialista de Salvador Aliende incluiu milhares de chilenos pobres com políticas de redistribuição de renda e benefícios sociais. Como reação, a CIA, a direita conservadora e a mídia golpista do Chile usaram essa mesma estratégia: “compraram” o sindicato dos transportadores, que organizou uma “greve” igual a essa e provocou um grande desabastecimento (combustível, gêneros alimentícios, remédios) no país, causando comoção na classe média recém incorporada ao mercado de consumo. O resultado todos sabemos: com o apoio ingênuo dessa classe média, Pinochet deu o golpe, em 1973; foram 17 anos de ditadura sanguinária e mais de 30 mil mortos pelo regime, em estatísticas oficiais!
Por que faço essa comparação? Por que são justamente os mais de 30 milhões de brasileiros, incorporados à “classe C” e ao consumo nos últimos 12 anos, a maior parte deles eleitores de Dilma, que são o alvo do desabastecimento provocando pelos piquetes dos empresários do setor e caminhoneiros – estranhamente só em estradas federais... ora, se reduzir o preço dos pedágios é uma das reivindicações, por que não param as estradas estaduais paulistas, onde se pagam os maiores pedágios do país? Hein?
Se essa classe C, por conta disso, desacreditar do projeto social do governo e se virar contra ele, o caminho estará aberto para uma mobilização social pró-impeachment (um meio mais civilizado e moderno de “dar um golpe” – embora tenham aqueles que preferem acreditar no meio mais tradicional e ficam clamando pela volta dos militares!).
Como diz o sábio provérbio, cuidado com o que desejas, pode se tornar realidade!


(quem quiser saber mais sobre o golpe no Chile, veja o filme Chove sobre Santiago, está disponível em https://www.youtube.com/watch?v=V7YIOZ-ZVtc )

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

LaboMidia em festa - mais um mestre

Na tarde de ontem (23/2/15), tivemos a defesa da dissertação de mestrado "Cultura e Tecnologias - netnografia com jovens futebolistas brasileiros na Europa", de autoria do Angelo Luiz Bruggemann, no PPG Educação Física/UFSC, área de Teoria e Prática Pedagógica em Educação Física.

A banca foi composta pelos professores Sérgio Dorenski Ribeiro (DEF/UFS), Carmen Rial (PPGAS/UFSC), Rogério Santos Pereira (DEF/UFSC) e Francisco Medeiros (DEF/UFSC). Tive o privilégio de orientar o estudo do Angelo, em mais uma parceria com o prof. Fernando Bitencourt (IFSC), co-orientador.

Aproveito para agradecer a todos que ajudaram, de alguma maneira, no desenvolvimento do trabalho, especialmente os colegas do LaboMidia - sem esquecer as contribuições do prof. Silvio Ricardo "Mermão" da Silva (UFMG) na qualificação do projeto.

Então é isso, passa a régua e fecha a conta: mais um mestre "fresco" no LaboMidia.
Parabéns, Angelito!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Conecte & Crie Educação Física

Aos colegas que acompanham o blog, compartilho o site dos colegas da Universidade Federal do Ceará, especialmente a Profa. Dra. Tatiana Zylberberg, que, em projeto de extensão "Juventude e Internet", parte das ações do Laboratório de Estudos das Possibilidades de Ser (LEPSER), criou o website "Conecte & Crie Educação Física", um portal educativo, reflexivo e criativo para armazenamento e experimentação das experiências de professores de EF no Brasil.
Conecte e Crie Educação Física

Confiram, acessem e experimentem também:
http://www.conectecrieducacaofisica.ufc.br/

Parabéns à Profa. Tatiana e sua equipe pela brilhante ideia e excelente trabalho!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

CEMB ...na cabeça!!!!, da medicina

Olá pessoas, para aqueles que tomaram conhecimento de minha pesquisa sabem que realizei no Colégio Murilo Braga (CEMB) em Itabaiana/SE. Muitas vezes esta cidade é destaque nacional pelas questões culturais, seu folclore, seu povo, da famosa feira e seus atores sociais, da violência...,mas, hoje ela foi destaque pela aprovação de um Guri (Vitor) de 14 anos no curso de Medicina da UFS.
Talvez, passasse despercebido pois, isto, vez em quando, ocorre no Brasil...., mas, foi em Itabaiana, no Murilo Braga, onde fiquei quase dois anos (imerso) e sentindo a realidade nua e crua; as dificuldades de abnegados professores que ainda acreditam na escola pública; de perceber que existe um potencial rico, inteligente e criativo no interior do Estado de Sergipe; e que me fez apostar num grupo de alunos - denominados Matrix - que foram cruciais para as relações de mídia e educação física durante minha vivência neste ambiente - por isso fiquei feliz também pela conquista desse aluno que é celebridade hoje, mas, que demonstrou humildade durante esses dias de fama.
Desculpe-me a intromissão no Blog, mas, fiz questão de deixar registrado pela minha relação com a cidade, com seu povo e, principalmente,  por trazer às vistas o CEMB pelo qual tenho um grande carinho e apreço.

Anderson Silva - o retorno: a perfeita junção entre esporte, mídia e publicidade

Aos que acompanham o blog, algumas vezes já tivemos, por aqui, postagens sobre o UFC (principalmente quando tal modalidade foi conquistando o gosto do brasileiro, a partir de 2011, e começou a ser transmitido também em televisão aberta, na Globo - com todas as críticas possíveis, recorrentemente aos atrasos nas transmissões "ao vivo") e sobre Anderson Silva e sua imagem.

Àqueles mais antenados - ou nem tanto - nos últimos dias, ao acompanhar a programação da Rede Globo, anúncios do retorno de Anderson Silva começaram a aparecer. Primeiro, pela emissora, que elaborou um verdadeiro "trailer" do episódio que envolveu a última luta do atleta brasileiro que resultou na perna quebrada e a interrupção de suas ações no octógono por quase 1 ano. Diga-se, aqui,  do excelente material elaborado, realmente chama atenção para o evento.
A propaganda, que é um agendamento da própria emissora, pode ser conferida aqui:
http://globotv.globo.com/rede-globo/ufc-combate/v/anderson-silva-volta-ao-octogono-contra-nick-diaz/3921768/

Em seguida, pela marca de cerveja Budweiser que, aproveitando-se muito bem do momento, às vezes até confunde se é aquele anúncio da Globo informando da luta que ocorrerá dia 31 de janeiro ou se é alguma publicidade em particular. Realmente, segundo o próprio slogan da referida marca de cerveja, "os grandes momentos estão voltando".
O comercial pode ser visto no seguinte link do youtube:
https://www.youtube.com/watch?v=h29kjYWbIbw&x-yt-ts=1422411861&x-yt-cl=84924572

Um ótimo e simples exemplo para visualizarmos em como um atleta - ícone e ídolo nacional e internacional - e o esporte, vinculado a uma estrutura da indústria cultural (isso é veiculado na televisão aberta, está acessível na web, em vários canais, pelo anúncio da propaganda no twiter) e  às intencionalidades mercadológicas da publicidade fazem seu "jogo".

Em tempo: não desconsideremos, pois, o apelo estético e emocional das duas chamadas publicitárias.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

O que a Globo já fazia com outros esportes chegou ao futebol: "rebatizaram" o Red Bull hoje !

Há muito tempo, os canais esportivos abertos e por assinatura do Sistema Globo tem por norma empresarial (burra, diga-se de passagem) não citar o nome original dos times empresariais, substituindo-os por sigla ou cidade de origem, como é o caso da Liga Nacional de Volibol.
Como a maior parte dessas modalidades tinha e muitas ainda tem pouca visibilidade na TV, de certo modo essa questão era relativizada, porque mais importante era/é a oportunidade de divulgar a própria modalidade. Mas o problema agora se aproxima do futebol profissional e mais, da primeira divisão do futebol paulista, com a classificação do Red Bull. Como os direitos de transmissão do campeonato paulista são da Globo, a curiosidade era/é como o problema seria tratado.
Hoje, tivemos uma prévia, embora, por enquanto, apenas na televisão por assinatura (http://uolesportevetv.blogosfera.uol.com.br/2015/01/25/red-bull-brasil-vira-sigla-no-sportv-e-torcedores-cornetam-globo/); permanece, porém, a dúvida: como será quando o Red Bull estiver disputando o Paulista e seus jogos forem transmitidos em sinal aberto pela Globo (por exemplo, contra o Corintians, que tem todos os seus jogos transmitidos)?
Acho que essa é uma questão importante, porque sobrepõe interesses comerciais de clubes e da televisão: quem detém os direitos de transmissão pode "rebatizar" os clubes ou estádios porque as empresas que dão nome a estes não "pagam" a Globo? Como é possível pensar em profissionalizar o futebol com essa mentalidade?
Depois, os clubes, endividados, pedem socorro ao governo para parcelar dívidas, perdoar impostos, etc.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Por que a tecnologia não mudou a educação: porque o sistema é o mesmo

Colegas do blog,
Trago aqui para o blog uma pequena matéria publicada hoje no UOL, a qual contém um vídeo-documentário sobre essa discussão das tecnologias na escola/na aprendizagem. Nada de muito novo para quem acompanha essas questões, na verdade, talvez, apenas mais denúncia do mau uso da tecnologia quando o foco é a educação... é só ler, ver o vídeo e tirar suas conclusões!
Tecnologia não pode servir apenas como um "novo didatismo", como sabemos...

http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/01/23/por-que-a-tecnologia-nao-mudou-a-educacao-porque-o-sistema-e-o-mesmo.htm

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

"Potenciais Consumidores"

A perspectiva em que o produto da mídia esteja disponível para uma pluralidade de indivíduos (J. Thompson) é cada vez mais explícito. As mensagens subliminares estão sendo reformuladas para o escancarado. Bem, no Programa de The Voice Brasil, a coincidência (????) foi incrível, ficaram para a final quatro estilos diferentes de música como se quisessem dizer: "eu abarcaria as estrelas se pudesse" claro, se lá houvesse possíveis consumidores. Agora, todo mundo (público) pode ficar assistindo, pois, existe um pedacinho para cada um...
Longe de fazer um juízo de valor sobre os cantores finalistas, até por que não os vi, o programa abusou no tocante a encontrar a fórmula para atrair os diversos consumidores pelo país. Não será estranho um récord de audiência pela emissora...
A questão que fica é que se trata de um momento efêmero e que logo, logo, haverá necessidade de novos participantes, pois, muito já esqueceram dos vencedores das versões anteriores e breve destes, mas, jogando com o "gosto" abusou do poder simbólico sobre a sociedade...., até quando vamos ficar assistindo este domínio, pois, sei que o esclarecimento, antídoto necessário, está coagido pela regressão da audição... Pena!
Só observando...

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Jornal LaboMídia UFS - número 25 pelos ares!

Pessoal,

Já está pelos ares o número 25 do Jornal LaboMídia UFS. Vale a pena dar uma conferida na edição em que retomamos a memória do Enome em Matinhos.

Para conferir é só clicar aqui.

Segue uma palhinha de como ficou a edição.


Abraço,

Silvan Menezes

domingo, 14 de dezembro de 2014

Nossa relação com a tecnologia e com a informação (ou a distração?)...

Pessoal que acompanha o blog!
Posto aqui texto de Nílson Souza, "Pronquinóistaminu?", publicado na edição n. 18102, de Zero Hora, em 13 de dezembro de 2014. Penso que, apesar de pequeno, traz coisas interessantes a pensarmos sobre o que fizemos com essa facilidade toda das tecnologias! Boa leitura, boas reflexões...

13 de dezembro de 2014 | N° 18012

NÍLSON SOUZA


  • PRONQUINÓISTAMINU?

    Li outro dia que qualquer adolescente dos dias atuais, com um smartphone nas mãos e acesso à internet, tem à sua disposição mais informações do que Bill Clinton tinha quando era presidente dos Estados Unidos. E não faz muito tempo isso. Foi na virada do século que o sorridente democrata escandalizou o mundo e quase foi impichado por seu envolvimento com uma estagiária. Isso que naquela época não havia redes sociais.

    Outra comparação estonteante: o computador da Apolo 11, que levou o homem à Lua em 1969, era infinitamente inferior a qualquer tablet utilizado pela garotada de hoje para jogos online e comunicação instantânea. Se voltarmos ainda mais na História, veremos que cientistas famosos e grandes vultos da humanidade dispunham em suas épocas de menos acesso ao conhecimento do que as crianças e os adultos contemporâneos.

    Certo, mas o que fazemos com tanta informação? Pronquinóistaminu? – como dizem os mineiros na sua linguagem apocopada. Não me atrevo a dizer para onde nós estamos indo, mas tenho certeza de que assim como está não ficará.

    Alguém já registrou que a Era da Informação é também a Era da Distração. Todo mundo tem acesso a tudo, mas a maioria das pessoas não sabe o que fazer com tantas possibilidades. Esse talvez tenha que ser o nosso próximo aprendizado, tão logo conseguirmos colocar o rosto para fora do entulho e respirar um pouco.

    A conexão plena e permanente é tão maravilhosa quanto apavorante. Depende de cada um. A tecnologia pode libertar ou escravizar. Depende de cada um. O acesso ilimitado às informações pode trazer benefícios ou prejuízos. Depende da nossa inteligência e da nossa vontade.

    O que parece evidente é que a estrada da tecnologia não tem retorno. Ou aprendemos a lidar com os obstáculos e as oportunidades ou ficamos pelo caminho. O lado animador desse emaranhado de incertezas é que ficou mais fácil aprender – desde que, obviamente, a pessoa se concentre no que realmente busca e não perca o rumo.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Motrivivência 43 no ar!

Com muita satisfação, informamos aos amigos, leitores, autores e colaboradores da revista Motrivivência que acaba de ser publicado o v.26, n.43, dez/2014.

Neta edição, a Motrivivência traz uma seção temática voltada às Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores (Res. nº 01/CNE/2002) e às Diretrizes Curriculares Nacionais para a Graduação em Educação Física (Res. nº 07/CNE/2004). Passados 10 anos, os autores foram convidados a refletir sobre as mudanças, avanços, limites, embates e perspectivas das diretrizes curriculares para os cursos de formação de professores e de bacharéis em Educação Física.

A nova edição também celebra a recém indexação da revista Motrivivência no sistema Lilacs, um dos principais  índices da literatura científica e técnica da América Latina e Caribe. Como parte das mudanças para o ano de 2015, destacamos que a revista passará a contar com três edições anuais, com publicações em maio, setembro e dezembro.

Boa leitura!